Se o trabalhador de uma fábrica de automóveis da primeira metade do século XX entrasse em uma indústria automobilística atual, provavelmente ficaria boquiaberto com as transformações modernizadoras ocorridas nos materiais para montagem de um veículo, inclusive em um de seus aspectos mais tradicionais: a estamparia das chapas de sua carroceria.
Observaria que esse trabalho, hoje, está a bordo da tecnologia da informação, feito com máquinas automatizadas e altíssima precisão de estampa. Veria também, que o século XXI já mostrou que a estamparia pode ser realizada sem prensas e utilizando magnetismo para moldar as chapas, conforme tecnologia criada na Universidade de Colúmbia (EUA).
Por esse método de vanguarda, a moldagem da peça é feita pelo impacto de um campo magnético sobre a chapa metálica, obtendo grande detalhamento de desenho e diminuindo a geração de sucata e resíduos lubrificantes (às vezes utilizados na moldagem mais tradicional).
A estamparia pode agir sobre metais como aço, latão, inox, cobre e alumínio, entre outros, e não significa apenas moldagem de grandes peças, com prensas de até 500 t de capacidade. Também vem da estamparia uma série de pequenos produtos, como arruelas e ferragens, tão essenciais como a chapa de uma carroceria. Por isso, os produtos da estamparia hoje são usados em diversos segmentos -- como autopeças, automobilístico, ferroviário, petrolífero, naval, bélico, eletrodomésticos, construção civil etc.
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